Série Apologética Cristã - Testemunhas De Jeová

domingo, 6 de fevereiro de 2011


 AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ SÃO UMA SEITA?

As Testemunhas de Jeová vivem se defendendo da acusação de que é uma “seita”. O livro Raciocínio das escrituras quer nos convencer de que as Testemunhas de Jeová não são uma seita:
|Há os que definem seita como um grupo que desagregou uma religião estabelecida. Outros aplicam o termo a um grupo que segue determinado líder ou mestre humano [...] As Testemunhas de Jeová não são uma ramificação de alguma igreja, mas entre elas há pessoas procedentes de todas as rodas de vida e de muitas formações religiosas. Não consideram nenhum humano como seu líder, mas unicamente Jesus Cristo.|
Analisando essa primeira defesa; Em 1º lugar, afirmam que “não são uma ramificação de alguma igreja”. Essa noção de “ramificação” pode, sim, ser aplicada às Testemunhas de Jeová. O apóstolo João menciona:
|Eles saíram do nosso meio, mas na realidade não eram dos nossos, pois, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; o fato de terem saído mostra que nenhum deles era dos nossos. I João 2.19|
Essa saída pressupõe uma divisão ou ramificação. É bom Lembrar que:
·         Charles Taze Russell, fundador das testemunhas de Jeová foi da igreja Presbiteriana, Congregacional e teve uma breve passagem pela igreja Cristã do Advento (Grupo oriundo do movimento Millerita*)
·         Joseph Franklin Rutherford, o segundo líder foi da igreja Batista.
·         Nathan Homer Knorr, o terceiro líder foi membro da igreja Reformada.
·         Frederick William Franz, o quarto líder foi da igreja Presbiteriana.
·         Milton George Henschel, já foi criado na seita.
·         Don Adams, atual presidente da Wachtower (a entidade jurídica mundial), foi membro da igreja Episcopal.

Ora, saíram do nosso meio, e o que é mais grave: São apóstatas, pois repudiaram a verdadeira fé, que inclui a crença na doutrina trinitária, na divindade de Jesus e do Espírito Santo, entre outros pontos capitais da fé cristã.
Em 2º lugar, as Testemunhas de Jeová afirmam que “não consideram nenhum humano como seu líder, mas unicamente Jesus Cristo”. Quanto a isso o grupo não tem como se esconder. Eles são governados mundialmente por um grupo de quase dez homens, conhecidos como “corpo governante”, que é porta-voz do ”escravo fiel e discreto” (os 144 mil) e o “canal de comunicação de Jeová”.  Abaixo leremos duas citações de exemplo que desmentem essa defesa das Testemunhas de Jeová:

|Não é provável que alguém, por apenas ler a Bíblia, sem se aproveitar das ajudas divinamente providas, consiga ver a luz. É por isso que Jeová Deus proveu “o escravo fiel e discreto”, predito em Mateus 24.45-47. Atualmente, este escravo é representado pelo corpo governante das Testemunhas de Jeová. |A Sentinela, 1º/5/1992, p. 31.
|Mas, Jeová Deus proveu também sua organização visível, seu “escravo fiel e discreto”, composto dos ungidos com o espírito, para ajudar os cristãos em todas as nações a entender e aplicar a Bíblia na sua vida. A menos que estejam em contato com este canal de comunicação usado por Deus, não avançaremos na estrada da vida, não importa quanto leiamos a Bíblia. |A Sentinela, 1º/8/19820, p. 27.

As Testemunhas de Jeová constituem uma seita, e uma seita potencialmente nociva para os adeptos, tendo em vista que muitos morreram por recusar transfusão de sangue; e no passado a liderança já proibiu vacinas (1931-1952) e transplantes de órgãos (1968-1980). A liderança da seita é mundial, com governo central e centralizador, que comanda um contingente de mais de sete milhões de pessoas. Veja essa declaração do corpo governante:

|”Para apegar-se a chefia de Cristo, é, portanto necessário obedecer à organização que ele dirige pessoalmente. Fazer o que a organização diz é fazer o que ele diz. Resistir à organização é resistir a ele”. |A Sentinela, 1º/11/1959, p. 653.

QUAL É A PROFISSÃO DE FÉ DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ?

Seu corpo doutrinário revela um credo cristão às avessas. Veja abaixo o credo das Testemunhas de Jeová, formulado com base nas suas publicações:

1.       Cremos em Deus Pai onipotente, cujo nome é Jeová; ele não é onipresente (pois tem um corpo de forma específica, que requer um lugar para morar) nem onisciente (pode saber todas as coisas, mas não sabe). Cremos que a trindade é uma invenção de satanás.
2.       Cremos em Jesus Cristo, seu único filho, nosso Senhor. Ele é o primogênito de toda a criação, porque foi o primeiro a ser criado por Jeová; portanto não é eterno, de eternidade a eternidade, da mesma forma que o Pai; ele é o unigênito, pois foi o único criado pelas mãos de Jeová; ele é um deus, assim como satanás é um deus; ele é “Deus poderoso”, mas não todo-poderoso; ele é desde que foi criado, inferior ao Pai; ele é o arcanjo Miguel, que foi transferido para o ventre de Maria e se fez homem; padeceu sob Pôncio Pilatos, foi pregado numa estaca de tortura (não numa cruz); desceu à sepultura, onde esteve inconsciente, em estado de inexistência, e ao terceiro dia ressuscitou espiritualmente (não fisicamente); subiu ao céu, está assentado à direita de Jeová e já voltou visivelmente em 1914, esperando o momento para começar a batalha de Armagedom.
3.       Cremos que o Espírito Santo é a força ativa de Jeová; uma força impessoal que está em todos os lugares ao mesmo tempo, razão pela qual não pode ser uma pessoa.
4.       Cremos que o ser humano é uma alma; não possui alma imortal que sobreviva a morte do corpo; ao morrer, o ser humano entra em estado de inexistência; não existe consciência após a morte. Os que se recusarem a servir a Jeová serão destruídos eternamente, pois não existe o tão propalado tormento eterno.
5.       Cremos que a organização de Jeová é a única religião verdadeira; a restauração do cristianismo primitivo, que havia apostatado da fé, desviando-se para as doutrinas demoníacas como a da trindade, a da imortalidade da alma e a do tormento eterno; Jeová restaurou a sua congregação na década de 1870 por meio de Charles Taze Russell.
6.       Cremos na comunhão apenas entre os adoradores de Jeová, que obedecem a sua organização; por isso, não nos ajuntamos a Babilônia, a grande, o império mundial da religião falsa, que tem a cristandade (os cristão nominais) como seu principal representante.
7.       Cremos que Jesus morreu para abrir-nos o Caminho para vida eterna; agora, tudo dependerá apenas de cada adorador de Jeová, que precisará trabalhar a fim de obter a salvação.
8.       Cremos na ressurreição espiritual para quem é da classe dos 144 mil e na ressurreição física em outro corpo para os que viverão para sempre na terra.
9.       Cremos na vida eterna para os fiéis adoradores de Jeová. Há uma só salvação, com duas esperanças; uma celestial e outra terrena. Para o Céu irão 144 mil pessoas, que, assim como Jesus, terão poder para purificar do pecado e da imperfeição as pessoas que viverão para sempre no paraíso na terra.
10.   Cremos que a Bíblia é a palavra de Deus, conquanto interpretada pelo “escravo fiel e discreto” e seu corpo governante; Se não estivermos em contato com esse canal de comunicação usado por Jeová para nos ensinar a entender a Bíblia, não avançaremos na estrada da vida, não importa quanto a leiamos. Cremos também que a Tradução do Novo Mundo, produzida por fiéis servos de Jeová, é a única confiável; as demais, usadas pela cristandade, estão repletas de sectarismos e filosofias mundanas.

Algumas de suas crenças são estranhas a fé cristã; outras já são bem conhecidas, pois não passam da ressurreição de antigas heresias.
A HISTÓRIA DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ
COMO TUDO COMEÇOU

|Cremos que a organização de Jeová é a única religião verdadeira, a restauração do cristianismo primitivo, que havia apostatado da fé, desviando-se para doutrinas demoníacas como a da Trindade, e da imortalidade da alma e a do tormento eterna. Jeová restaurou a verdade e sua congregação de fiéis seguidores na década de 1870 por meio de Charles Taze Russell. |
CHARLES TAZE RUSSELL - A seita religiosa “Testemunhas de Jeová” foi fundada pelo jovem americano Charles Taze Russell. Ele nasceu em Allegheny (agora parte de Pittsburgh), na Pensilvânia, EUA, em 16 de fevereiro de 1852. Seus pais, Joseph L. Russell e Ann E. B. Russell eram presbiterianos. A Sra. Russell morreu quando Charles tinha nove anos. Com 15 anos, ele dirigia com o pai uma cadeia de lojas de roupas masculinas, com diversas filiais nos EUA. Apesar da prosperidade financeira, a vida espiritual do jovem era cercada de por dúvidas e inquietações existenciais. Duas doutrinas em particular o incomodavam: “[...] ele se sentia confuso com os ensinos como a predestinação e o tormento eterno no inferno de fogo”. Essas crenças faziam parte do corpo doutrinário da igreja Presbiteriana, em que Russel fora criado. Decidiu então freqüentar a igreja Congregacional, onde ficou pouquíssimo tempo. Desiludido com a religião tornou-se cético. Aos 17 anos, porém, um acontecimento o livraria do ceticismo. Ele conheceu a igreja cristã do Advento, grupo oriundo do movimento Millerita*. Após ouvir o discurso de Jonas Wendell, líder dessa igreja, Russel afirmou que isso foi o suficiente para que sua fé na inspiração divina da Bíblia fosse reestabelecida. Sua brevíssima carreira de cético chegado ao fim.
Ainda não satisfeito, Russell chegou à conclusão que nenhuma igreja representava o verdadeiro cristianismo. Decidido a restaurar a genuína religião cristã, Russel arregimentou em 1870, aos 18 anos, um grupo de seguidores para estudar a Bíblia, partindo da premissa de que todas as igrejas de seu tempo eram falsas, que haviam se corrompido doutrinariamente e se apostatado da fé e não ensinavam a verdade bíblica. Depois da morte do último apóstolo e, sobretudo, na era do imperador Constantino I, o Grande (272[?]-337), o cristianismo teria cedido a apostasia, desviando-se da sua fé e corrompendo-se com doutrinas pagãs, como a imortalidade da alma, a existência do inferno como lugar de tormento eterno e a trindade, entre outras.
Foi desse grupo que surgiu a seita “russellita”, que só foi chamada de “Testemunhas de Jeová” em 1931, quinze anos após a morte de Russell. Seu surgimento no cenário mundial marcaria e restauraria o verdadeiro cristianismo.
|Suas crenças e seus métodos não são novos, são antes uma restauração do cristianismo primitivo. |Raciocínios a base das escrituras/1989, p. 388.
Em sua missão de “restaurador da verdade”, Russell escreveu em 1873 o folheto O objetivo e a maneira da volta do Senhor, no qual expunha que a volta de Jesus seria invisível, que ninguém o veria, embora a Bíblia dissesse ao contrário (cf. Apocalipse 1.7). 1876 uniu-se com Nelson H. Barbour, Também egresso do movimento Millerita*, e publicaram o livro three world, and the harvest of this world [Três mundos e a colheita deste mundo], no qual defendia que Jesus voltou em 1874 (presença invisível) e que, 40 anos depois (1914), as instituições políticas e religiosas seriam destruídas, os judeus seriam repatriados e Jeová e Jesus implantariam a era do julgamento final ou milênio.
Em 1877, decidiu fechar o seu prospero negócio e se dedicar em tempo integral a causa. Daí por diante passou a ser reconhecido como “pastor Russell”. Em 1878 a relação dos dois companheiros entrou em declínio, pois Russell acreditava que Jesus morreu para resgatar da morte e da imperfeição tanto Adão, quanto a sua descendência. Já Barbour negava que Jesus tivesse morrido para que Adão também tivesse sido salvo. Eles romperam e Russell fundou o que hoje é conhecida como “A Sentinela – anunciando o reino de Jeová”. Na eminente expectativa da volta de Jesus e do juízo final em 1914, Russell em 1881 fundou a organização que só em 1884 adquiriu caráter jurídico de “Sociedade Torre de Vigia de bíblias e tratados da Pensilvânia.
1914 chegou,  passou e nada aconteceu. Em vez de reconhecer seu erro Russell remarcou a data para 1918, mas, não teve tempo para ver um outro fracasso, pois morreu em 31 de outubro de 1916, em Pampa, no Texas, fraco e debilitado aos 64 anos.

* (Esse nome deriva-se de William Miller (1782-1849), fazendeiro nova-iorquino e membro de uma igreja Batista, que passou a difundir o retorno físico de Jesus Cristo a terra para 1843. Frustrado pela primeira predição remarcou a data para 1844. Essa expectativa da eminente volta de Cristo, fez com que muitos aderissem à pregação de Miller. Após sucessivos desastres proféticos, muitos grupos mantiveram-se fiéis aos cálculos de Miller. Além da igreja cristã do Advento, muitos outros grupos saíram do movimento Millerita, como a associação geral das Igrejas adventistas do sétimo Dia, formada em 1866.)

Bibliografia consultada::.
Testemunhas de Jeová - Aldo Menezes
As Testemunhas de Jeová refutadas versículo por versículo - David A. Reed
Crise de consciência - Raymond Franz
Em busca da liberdade Cristã - Raymond Franz

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