Questionamentos

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015


Sempre temos a impressão de que há coisas na vida que precisam mudar. Levamos essa concepção para nossa casa, nosso trabalho. Até mesmo pro nosso casamento. Cogitamos todos estes ambiente, mas muito pouco sobre mudanças na igreja. Talvez seja pela tradição de que a instituição não pode ser questionada. Mas como imaginar um seguimento que faz coisas contrárias as que seu mentor ensinou? Como ter em mente como inquestionável uma instituição que levanta muros derrubados? Que cria burocracias impedindo o acesso de muitos? Que dá a sua tradição mais relevância do que os próprios ensinamentos de seu mestre?
Somente o levantamento destas questões pode realmente nos levar a um veredito. Este nos dará duas escolhas. A primeira é a omissão, que aliás é coisa típica do movimento. A segunda porém será uma mudança radical de paradigmas nos quais padece a igreja. Esta mudança é vital e não se pode mais fugir. Afinal, não podemos mais fingir que está tudo bem. Colocar a roupa domingueira e o álibi de cristão fiel já não faz mais diferença. Nossa resposta tem que ser mais forte do que uma mera encenação religiosa. A sociedade que nos cerca anseia ver Cristo em nossas ações. É necessário que os sinais do reino sejam escancarados a todos que nos cercam.
É urgente uma tomada de posição. É intrínseco a igreja reler suas doutrinas e tradições. Amolda-las a Sagrada Escritura não pode ser uma opção e sim uma regra imutável. Pensar nessas coisas não é algo bem vindo e visto com bons olhos para a maioria da liderança institucional. Devemos decidir a quem servimos. Se é a um Deus tão limitado, permaneçamos então adormecidos em nossas mazelas. Mas se é a um Deus de graça, grande e poderoso, façamos então dele nosso Deus somente. De seus mandamentos nossos propósitos, de seu legado nossa missão.
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