A vida fora do Gueto

By Leonardo Carvalho - terça-feira, janeiro 28, 2014

por Leonardo Carvalho 


Sempre que ligamos a TV nos noticiários repletos de violência e corrupção temos a impressão de que algo precisa ser feito. Mas as providências nunca são tomadas. Os problemas sociais são encarados pelas lideranças governamentais com tamanho descaso, que chega a ser hilário as medidas adotadas. Recentemente o governo de São Paulo resolveu dar a cada viciado da Cracolândia R$ 15,00 pelos serviços prestados na limpeza da cidade. Um jornal on-line estampava a declaração de um usuário declarando que agora só iria comprar pedra da boa. É como se propor ajudar um suicida e colocar uma arma carregada em suas mãos.

O fato é que o problema irá persistir. Não serão atitudes embasadas em meras politicagens para se fazer média com mídia que farão o panorama degradante da sociedade atual ter uma melhora. É preciso se importar com gente e suas mazelas. Somente Cristo pode trazer norte nesse emaranhado de ações políticas frustradas. E este Cristo só pode ser apresentado através de gente que o ama. Gente que ama gente.

A questão é que muitos estão cegos demais para ver e surdos demais para ouvir o clamor social de dias melhores. É preciso entender que o Cristo salvador não se restringiu somente ao homem. Ele se importa com tudo o que o cerca. Nossa cultura do “jeitinho” precisa da sua justiça. Enquanto projetos como a Cristalândia lutam para sobreviver, a igreja no Brasil ainda não acordou para a urgência da vida fora do gueto.

A vida no gueto é boa. O conforto dos bancos acolchoados e a interatividade das diversas programações disponíveis nos deixaram alienados. No gueto por mais que os problemas surjam e as divisões aconteçam, ainda é bem melhor que a realidade nua e crua dos que clamam por misericórdia. Muitos tem se disposto a ir e sentir a flor da pele a vida fora do gueto. A estes Deus tem usado. Mas ainda há muitos que precisam ser desconectados da “Matrix” da religião. Os campos estão brancos e só gente que vive pelo Cristo pode iniciar essa revolução e trazer sentido aqueles que precisam de compaixão. Haddad e Alckmin não enxergarão isso.

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