"Igreja que estressa"

By Leonardo Carvalho - sexta-feira, abril 18, 2014

Em nossa cultura temos nos transformado em “trabalhadores compulsivos”, ai invés de sermos “trabalhadores prazerosos”. “Quando absolutizamos o trabalho, não apenas nos tornamos idolatras, mas damos ao homem uma falsa identidade, a de homo faber, como se o homem, sem Deus, pudesse criar alguma coisa”.
Ricardo Barbosa – Janelas para a vida

Muitos de nós já foram seduzidos e enganados pelo ativismo cristão. O discurso de que estamos trabalhando para o “Senhor” sempre é implicado nesse contexto. Mas sempre arcamos com os danos desse flerte insano. É notável nos movimentos em que predomina a idéia do trabalho das próprias mãos, resultados inexpressivos e até mesmo fracasso diante da demanda estabelecida. Mesmo assim, apesar de estatísticas, há sempre uma nova fórmula a ser experimentada.

Os dias vão passando e estamos cada vez mais atarefados. Há uma busca incessante por crescimento, expansão. A tendência é que cada membro seja um líder, e cada líder um multiplicador. Muito do que vem deste processo começa a dar as caras na igreja brasileira.

A revista Cristianismo Hoje trouxe na sua edição de Dezembro 2012/Janeiro 2013 a matéria de capa “Igreja que estressa”. Os exageros no envolvimento com a vida eclesiástica levou muitas pessoas a sérios problemas pessoais. Diversos relatos de obreiros que chegaram a passar mais tempo na igreja que na própria casa. Pessoas esgotadas devido ao ativismo. A pedagoga Bernadeth Branco de 49 anos foi levada a depressão devido a crises na igreja. Acostumou-se a ouvir uma cultura que pregava entrega, negação e santidade. 

A mensagem daquele grupo era caracterizada pelo peso, pela culpa. Eu lutava contra meus estresses. Minha dedicação tornou-se tal que, naturalmente, afastei-me de familiares, pais, irmãos e amigos”.

É preciso se cultivar uma espiritualidade saudável. Precisamos entender que nem sempre a urgência da denominação é a Prioridade do reino. Templos cheios não são significam nada quando livros e mais livros trazem “o escândalo do comportamento evangélico” e a inversão dos valores cristãos. Cristo nos chama para viver o evangelho e este não traz confusão. Que haja profunda reflexão. Que Pessoas possam de fato ser importantes e tratadas como o próprio Cristo as tratava e não sejam mais um número em nossas comunidades. Que a liderança seja dependente e ciente que planos e esquemas não são mais importantes do que os princípios da boa nova. Entendedores que seus liderados carecem de cuidado, não de imposições. Que haja de fato uma reformissão em cada um de nós e que a tirania imposta não nos alcance. Antes vivamos para glória de Deus, o amando para sempre. 

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