In Jonas Madureira Missão Integral Nota de Esclarecimento

Nota de esclarecimento | Jonas Madureira

1. Primeiro esclarecimento. Não foi da noite para o dia que eu comecei a ler sobre a TMI e, por conseguinte, a falar sobre as minhas impressões da TMI. Para efeitos formais, em 2010, tivemos a oportunidade de receber em nossa 7º. edição do Congresso Vida Nova de Teologia, em Águas de Lindóia, a presença do Dr. C. René Padilla, como carro-chefe da conferência. Confira em:  7º. edição do Congresso Vida Nova de Teologia

Naquela ocasião, tive a incrível oportunidade de apresentar, pela primeira vez, as minhas impressões da TMI para o próprio Dr. Padilla. A propósito, elas foram ditas e respectivamente ouvidas tanto por Dr. Padilla, que, como já foi dito, era um dos nossos palestrantes, como por Ariovaldo Ramos, que estava participando do congresso. O que é interessante é que tudo o que eu disse no programa “Academia em Debate” foi dito na palestra de 2010 (É claro que, na conferência de 2010, tive mais tempo para expor os meus argumentos com mais clareza!). Após a palestra, o Dr. Padilla me procurou e fez as suas ponderações e reações. Inclusive, disse para mim que o livro que eu usei para fundamentar a minha palestra (“Missão Integral: ensaios sobre o Reino e a igreja”) já não mais representava a sua atual perspectiva sobre a missão integral. Lembro-me, também, de ter recebido a crítica do Ariovaldo, que me disse: “Jonas, concordei com a primeira parte da sua palestra, mas a segunda parte revelou uma falta de leitura da bibliografia elementar da TMI! Também não concordei com a justaposição que você estabeleceu entre a TdL e a TMI”. Recordo-me bem que recebi essas críticas numa boa. Falamos de nos encontrar em algum dia para conversarmos sobre o assunto, mas esse dia ainda não chegou. Portanto, o que eu disse no programa “Academia em Debate” não é nenhuma novidade, antes é o que venho dizendo ao longo de cinco anos! O cômico de tudo isso é que a primeira vez que tornei pública as minhas impressões da TMI foi curiosamente na frente do Dr. Padilla e do Ariovaldo Ramos.

2. Segundo esclarecimento. Dr. Augustus Nicodemus, a quem muito admiro, fez-me um convite para falar sobre as minhas impressões sobre a TMI no programa “Academia em Debate”, um programa que ele vem fazendo ao longo de seis anos. O programa já tem um formato reconhecido tanto por aqueles que gostam como por aqueles que não gostam. O que fiz, e não me arrependo de forma alguma, foi aceitar ao convite que vinha, sobretudo, de um amigo. Até hoje nunca recebi um convite do Ariovaldo Ramos ou de qualquer outro teólogo ou instituição vinculada aos ideais da TMI para uma conversa ou até mesmo para um debate. Quero dizer, publicamente, que não me nego a aceitar ao convite para conversar ou debater sobre a TMI com quem quer que seja. Estou completamente aberto ao diálogo e ao debate, plenamente aberto para corrigir e rever, se preciso, as minhas possíveis imprecisões, contanto que seja em um ambiente irênico, de respeito, de cordialidade, de educação, de elegância, de honestidade intelectual e de tolerância. Sinceramente, não vejo problema nenhum em um programa midiático convidar apenas as pessoas que a produção do programa deseja trazer! Afinal, em nosso país, pelo menos por enquanto, ainda vivenciamos a prática da liberdade de expressão!

3. Terceiro esclarecimento. Apenas lamento a reação beligerante e intolerante de alguns defensores da TMI, inclusive alguns que me conhecem. É incrível, mas a beligerância, a rudeza e a falta de educação que mais tenho criticado em alguns reformados e evangélicos conservadores, eu pude ver também do lado dos evangélicos progressistas e defensores da TMI. Realmente, ainda não aprendemos a conversar… Foi enorme a quantidade de mensagens virulentas, indelicadas, grosseiras, que questionaram a minha dignidade como homem, marido, pastor e professor. É muito triste viver em um contexto que se diz cristão, mas cujo vínculo do amor é só um mero discurso que se desfaz como uma fumaça ao vento. Nessas horas, louvo a Deus pela bênção que ele me deu de ter vivido, pensado e estudado nos departamentos de filosofia da PUC-SP e da USP. Com pensadores ateus, agnósticos e católicos consegui travar inúmeros debates sem esse coitadismo, personalismo e pessoalismo tão presente entre os “intelectuais evangélicos”. Assim, me recuso veementemente a responder interações que sejam baixas e pequenas. Em contrapartida, terei um enorme prazer em interagir com as críticas que chegarem seguindo o padrão da decência. Em nenhum momento a minha intenção foi ofender ou ser desrespeitoso com os integrantes da TMI. Apenas critiquei ideias, pois acredito que ideias influenciam, sim, a Práxis. Se alguém se sentiu ofendido, peço perdão. De forma alguma desejei tirar a paz de seu coração.


"Acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição” (Efésios 3.14)

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