Até quando?

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Não é incrível como a mesma história se repete? Você liga a TV e no Jornal a notícia de mais uma vítima de tiroteio. Mais uma vítima da guerra sem fim entre policiais e traficantes. Não é revoltante que casos assim estampem os jornais mais uma vez?

Comunidade faz manifestações, se mobiliza em revolta, ateia fogo em pneus em sinal de protesto por mais uma morte, por mais um inocente assassinado por uma bala que não se sabe de qual lado partiu.
Os Moradores acusam a Polícia. A Polícia acusa os Traficantes. E nessa disputa irão ficar até a poeira abaixar e não sobrar mais nada a não ser a triste memória do garoto Herinaldo de 11 anos, atingido na cabeça ao sair de casa para comprar uma bola de pingue pongue. A família terá de conviver com a injustiça, de não saber os culpados. Ouvirão apenas o silêncio da omissão de quem deveria fazer alguma coisa.

Não é absurdo que as autoridades nem mesmo irão se manifestar? Que o máximo que farão é enviar uma nota à redação dos noticiários dizendo que irão abrir uma investigação. E essa tal investigação nem mesmo sairá do papel. Pois quem irá acompanhar o processo? Quem cobrará depois?

Não é ridículo que o preconceito ainda mova tantos à falar inverdades e caluniar inocentes?

“Se morreu é porque estava envolvido com coisa errada! À toa ninguém morre! ”

Não é insuportável? 

Até quando iremos assistir a esse circo e achar normal? Será que ainda resta sensibilidade em nós? Isso não pode ser apenas mais uma baixa, precisa ser um grito de repúdio. Justiça precisa ser reclamada. Que nossa voz se una, que nossa indignação gere a busca por uma sociedade que demostre compaixão e abomine o preconceito. Que os mais pobres não pereçam a mercê da irresponsabilidade das autoridades desumanas. Se você, assim como eu, sente pesar por mais essa trágica perda, é sinal que ainda não tiraram de nós a humanidade de nos consternarmos pelo próximo.

Em nome de quem?

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Hoje virou moda colocar frases de pessoas famosas na rede social, e se a pessoa acabou de morrer, aí vira febre.
No começo da popularização da internet no Brasil, tinha muita corrente de e-mails, me lembro do Luis Fernando Veríssimo ter reclamado que as pessoas escreviam qualquer bobeira e assinavam o nome dele, logo o texto virava um viral e ele tinha que ir na mídia desmentir o texto.
As pessoas não buscam mais as fontes, o contexto ou o sentido das frases. O simples fato de colocar um nome de respeito na assinatura faz a baboseira ganhar audiência.
Acredito que isso acontece o tempo todo com o nome de Jesus, pessoas falam e oram em nome dele, mas o discurso não tem nada a ver com a pessoa e a mensagem do Cristo.
Com um agravante, tem um versículo de Paulo na sua carta aos filipenses que diz: “Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome”. Se acharmos que o poder está no nome, desassociado da pessoa e da mensagem, cometemos uma heresia super perigosa, a mesma heresia do livro “O Nome de Jesus” de Kenneth Hagin, que acabou se tornando o livro pai da Teologia da Prosperidade, que devastou e saqueou milhares de famílias, usando de má fé a o nome de Jesus, sem ter nada a ver com o Cristo narrado na bíblia.
Com essa reflexão e com essa charge, que vale mais do que mil palavras, gostaria de deixar o versículo:
Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? ’ Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem- se de mim vocês, que praticam o mal.”
Mateus 7:21-23
Mais imagens e reflexões no Instagram @marcosbotelho
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Marcos Botelho é Missionário da Missão Jovens da Verdade e da SEPAL (Servindo Pastores e Líderes). Fundador e líder do ministério JV na Estrada que trabalha em congressos e campamentos com recreação, teatro e preleção. Criador e professor do curso modular chamado Ministério com Juventude, livre e pós-graduação, realizado no seminário do JV/FLAM desde 2006. Fundador do ministério Terra dos Palhaços Brasil vinculado ao JV e a MPC. Pastor de Jovens e adolescentes da ipalpha
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