ASSIM COMO DEUS ME FEZ, TAMBÉM FAÇO A TI

quinta-feira, 17 de agosto de 2017


Se quisermos que o nosso mundo seja curado, já não nos podemos apoiar na lógica de "assim como tu me fizeste, também eu te faço a ti". Devemos aprender a lógica de "assim como Deus me fez, também eu te faço a ti" - o caminho do perdão e da reconciliação. [Tomás Halik, em "A Noite do Confessor"]

O preceito mais radical de Jesus é talvez: "Sede misericordiosos como também o vosso Pai é misericordioso" (Lucas 6, 36).

Jesus descreve a misericórdia de Deus não só para me mostrar o que Deus sente por mim, ou para me perdoar os pecados e oferecer-me uma vida nova e muita felicidade, mas para me convidar a ser como Deus, a ser tão misericordioso para com os outros como Ele é para comigo. Se o único sentido da história fosse: toda a gente peca, mas Deus perdoa, muito facilmente começaria a pensar nos meus pecados como sendo uma bela ocasião para Deus me dar o seu perdão. Vistas assim as coisas, nem sequer haveria lugar para um autêntico desafio. Resignar-me-ia a ser fraco e ficaria à espera de que Deus acabasse por fechar os olhos aos meus pecados e me deixasse entrar em casa, fosse o que fosse que tivesse feito. Tal mensagem, porém, tão sentimental e romântica, não é a mensagem do Evangelho.

Se Deus perdoa aos pecadores, então aqueles que têm fé deveriam fazer o mesmo. Se Deus recebe os pecadores em casa, então aqueles que confiam em Deus também deveriam fazê-lo. Se Deus é misericordioso, então os que amam a Deus deveriam ser misericordiosos. O Deus que Jesus anuncia e em nome de quem atua, é o Deus da misericórdia, o Deus que se propõe como exemplo e modelo do comportamento humano."


Henri Nouwen, em "O Regresso do Filho Pródigo"

A vida é Trem Bala parceiro!

sexta-feira, 4 de agosto de 2017


“A vida é Trem Bala parceiro!” já disse Ana Vilela. E pegando um gancho na sua música precisamos falar.

Não é sobre o que curtimos ou compartilhamos, mas sobre o tempo que perdemos vivendo vidas que não nos pertencem. A linha entre a realidade e o “Fake” é tensa, é preciso aprender a viver. É sobre sermos quem somos de verdade, sobre a fé que aceitamos, é sobre viver guiados por valores e princípios apontados por Jesus. Senão, apenas iremos sobreviver.

Não é sobre o que fazemos ou deixamos de fazer, mas sobre o quanto amamos. “A vida é Trem Bala parceiro!”. É pouco tempo demais para vivermos indiferentes, sem interesse, sem darmos atenção, sem cuidarmos e sem levarmos em consideração. Em contrapartida, é tempo demais para vivermos odiando, sentindo repulsa e antipatia intensa, raiva ou remoendo injúrias sofridas. É tempo demais, tempo perdido que não volta mais. 

A verdade, é que é sobre perdão, graça e misericórdia. É sobre um amor que não temos condições de compreender, muito menos retribuir. Precisamos mesmo é aceitar sermos amados. Mas também, é sobre como vivemos sabendo sobre essa nossa identidade diante do Deus que nos ama. É sobre conhecê-lo, sobre conviver com Ele, sobre buscá-lo. É sobre darmos crédito ao que Ele nos diz. É sobre andar tão perto, de modo que nossas atitudes sejam as d’Ele, que nossas palavras aproximem, não distanciem. É sobre como vivemos quando nos encontramos com Ele de verdade, lá no íntimo.

Porque “a vida é Trem Bala, parceiro!” já disse a Ana Vilela, “e a gente é só passageiro prestes a partir!"



LEONARDO CARVALHO é blogueiro e autor do Reformando Conceitos. Esposo da Cláudia (com quem escreve no e a gente se encontrou), pai da Tábata. Também é colaborador do Blog Apologetas. É músico e compositor. Formado em Teologia Ministerial no Seminário Vida Nova, cursa o bacharelado na FBMG. É membro da PIB Nova York em Belo Horizonte (MG).

Como podemos ter Comunidades de Fé relevantes?

sexta-feira, 14 de julho de 2017


Você já se perguntou como sua igreja pode ser bem mais que uma instituição religiosa em seu bairro? Já se perguntou como ela pode ser uma Comunidade de Fé relevante? Deus tem coisas maravilhosas para fazer em nossa igreja, quando decidimos aceitar um desafio simples. O de Ser!

Nossas comunidades precisam ter encontros vivos e dinâmicos, onde laços sejam estabelecidos e a comunhão se aprofunde e floresça. Nossas igrejas precisam se comprometer com a oração, com o compartilhar e com as necessidades de nossos irmãos. E estas precisam ser vistas com compaixão e misericórdia. Precisamos estar abertos para receber pessoas que anseiam ser ouvidas, que anseiam por uma palavra que as encontrem em suas necessidades. Nossas Escolas Bíblicas tem que ser marcantes. Bem mais que informação, precisamos gerar processos de formação. Os valores e princípios do reino precisam nos nortear e nos ensinar a viver uma vida que faça sentido.

Em nossas Comunidades, não pode haver mais espaço para a “crítica por crítica”. Não podemos mais nos matar em “Guerras Civis”. Temos que viver em paz com nossos irmãos. Como igreja, temos que interromper processos destrutivos em nossas Comunidades. Existem muitas pessoas que se afastaram e se decepcionaram com a Igreja. Irmãos preciosos que fizeram parte da Comunidade, que marcaram a história de muitos irmãos com seu amor e serviço. A esses, se deve amor. Perdão e graça precisa ser mais que uma canção cantada em nossos cultos, precisa ser uma marca em nossas Comunidades. Como igreja, precisamos derrubar muros de divisão que ainda insistem em permanecer erguidos entre nós. Cristo nos fez um em seu amor, e é o que devemos um ao outro. Ele nos aproximou por sua cruz. Não temos o direito de omitir o amor e o serviço ao nosso próximo. Nossas comunidades precisam ser um local de encontros e reencontros com Cristo e com nossos irmãos.

Esse é o compromisso que precisa ser firmado uns com os outros. Ombro a ombro nos posicionando, nas brechas, nos colocando. Como igreja, somos responsáveis uns pelos outros. Deus nos deu a graça de vivermos em Comunidade. Em comunidade, compartilhamos da mesma estrutura e carecemos da mesma graça. Ele quer nos transformar para sua glória, Ele quer nos formar discípulos comprometidos. Nossas comunidades precisam apontar em nosso bairro os sinais do reino, visíveis a todos, estendidos a todos. Novas cores precisam se misturar com a luz do Senhor. Nos ritmos de sua graça, temos que derrubar velhas fachadas, nossas igrejas precisam ser repintadas. Isso precisa nos trazer esperança, nos motivar a caminhar. Se assim for, nossas igrejas serão esperança, nossas comunidades serão lugares de testemunhos do amor de Deus. Esse é o desafio de Ser.



LEONARDO CARVALHO é blogueiro e autor do Reformando Conceitos. Esposo da Cláudia (com quem escreve no e a gente se encontrou), pai da Tábata. Também é colaborador do Blog Apologetas. É músico e compositor. Formado em Teologia Ministerial no Seminário Vida Nova, cursa o bacharelado na FBMG. É membro da PIB Nova York em Belo Horizonte (MG).

A relação de Jesus e seus discípulos

segunda-feira, 10 de julho de 2017

“Se não forem até o fim comigo, ainda que o caminho seja acidentado, vocês não me merecem” (Mateus 10.38 - A Mensagem)

Quando pensamos em Jesus e seus discípulos, sempre nos limitamos ao círculo dos doze. Porém, os evangelhos nos apresentam homens e mulheres que o seguiram, e não eram poucos. A relação entre Jesus e seus discípulos era diferente do paradigma estabelecido entre os rabinos em Israel. Eles não o escolheram, mas foram escolhidos por Ele.

O termo discípulo no grego é traduzido por aluno, mas a informalidade de Cristo e como ele apresenta sua mensagem, quase exclui a relação mestre e aluno estabelecida nas escolas judaicas. Seus seguidores não estavam em busca da sua interpretação da lei, mas da sua mensagem do reino. Sua maneira como interpelava as antigas tradições, trazendo à tona em cada uma de suas parábolas os valores do reino, demonstra a perspectiva de esperança da sua mensagem. 

Jesus tinha uma radicalidade em sua mensagem que confrontava e desafiava aqueles que se colocavam a caminho com ele. A comunhão de vida do discípulo com Jesus é comunhão de destino. Ela vai ao ponto de exigir do discípulo estar disposto a sofrer o mesmo que Jesus – até perseguição e execução.

Essa é a nossa relação com Cristo e esse é o nosso desafio radical. Ser discípulo é arcar com a responsabilidade das escolhas, mas ao mesmo tempo, vivenciar a esperança do evangelho. Deus tem nos chamado a isso. Responda a sua voz e o busque. Há muito a ser feito, e nós somos instrumentos de mudança em nossa comunidade. Pense nisso!




LEONARDO CARVALHO é blogueiro e autor do Reformando Conceitos. Esposo da Cláudia (com quem escreve no e a gente se encontrou), pai da Tábata. Também é colaborador do Blog Apologetas. É músico e compositor. Formado em Teologia Ministerial no Seminário Vida Nova, cursa o bacharelado na FBMG. É membro da PIB Nova York em Belo Horizonte (MG).

A simplicidade do que importa

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Como uma chuva de verão que vem e cedo passa, assim é nossa vida. No fim valerá o que fizemos, vivemos, desfrutamos. Muito se diz sobre mordomia quando se trata de dinheiro, mas nada se diz sobre como temos gastado nosso tempo. Tempo, precioso tempo, que passa e escoa por nossas mãos sem ao menos percebe-lo, do qual estamos sempre reclamando de escassez, sempre queixosos pela falta dele. Mas como temos vivido e desfrutado de nosso tempo?

Estamos constantemente tentando encontrar tempo para conciliar nossas atividades e programas. Quase não existe planejamento em nossas rotinas, e quando acontece, acabamos frustrados por não conseguirmos realizar metade do que havia planejado. O que mais me impressiona, é como por vezes, os imprevistos são tão providenciais. O tempo corre e nos revela que nada o vence, nada foge do seu relógio implacável.

Agora estou na varanda de casa, sentado na mesa em frente ao laptop, ao som dos pássaros cantando na mangueira, acariciado por uma leve brisa após uma chuva de verão. Vejo as árvores agitadas pelo vento. Muitos veem a beleza de um céu azul e ensolarado, mas hoje consigo contemplar o esplendor de um tempo fechado, nublado. A beleza de cada nuvem escura e carregada. Se muitos dos planos que tinha para hoje tivessem se concretizado, jamais conseguiria experimentar a raridade desse momento.

Ao mesmo tempo que me aflora um sentimento de tanta impotência, que me faz tão incapaz e confuso diante de tanta graça dispensada, me pego imerso em uma paz que excede o meu entendimento limitado e banal. Nada agora é fútil, tudo neste momento é certo, exato.

Graças a Deus por cada imprevisto, por cada oportunidade de contemplar, de nos colocarmos diante do infinito das pequenas coisas. Pela simplicidade de cada situação, de cada gesto que nos faz estar diante de coisas maiores, coisas que realmente importam.




LEONARDO CARVALHO é blogueiro e autor do Reformando Conceitos. Esposo da Cláudia (com quem escreve no e a gente se encontrou), pai da Tábata. Também é colaborador do Blog Apologetas. É músico e compositor. Formado em Teologia Ministerial no Seminário Vida Nova, cursa o bacharelado na FBMG. É membro da PIB Nova York em Belo Horizonte (MG).

O Tempo é Hoje!

sexta-feira, 11 de novembro de 2016


Por isso Deus estabelece outra vez um determinado dia, chamando-o “hoje” (…) “Se hoje vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração”. — (Hebreus 4:7—NVI)

Mais um ano vai se findando e com ele planos que nem saíram do papel. Um novo ano se aproxima, assim como nossas listas atualizadas de desejos (muitos deles que iniciarão a sina da procrastinação). Nos empolgamos com dezenas de filmes para ver, livros para ler. Talvez um novo corte de cabelo e quem sabe um novo estilo para barba? Novas tendências para vestir, lugares novos para ir. Estamos sempre em busca de vivências não conhecidas e sensações nunca experimentadas.

Um novo ano traz sempre esperança de dias melhores. É como entrar num estado de espírito onde tudo se torna possível. Muitas vezes nem consideramos pensar sobre as dificuldades que iremos encontrar pelo caminho que traçamos, pois, num novo ano não cabe “pensamentos negativos”. E assim mergulhamos quase sem pensar, quase sem ponderar nossos caminhos.

Mas independente de como começamos este ano, dos erros que cometemos, dos acertos que tivemos, o hoje está diante de nós. E é neste tempo que o Senhor quer nos encontrar. Temos a oportunidade no presente de vivermos, agirmos e reagirmos diferente. Bem mais que um momento de se fazer promessas vãs é uma chance de recomeçar. Não deixe para depois, para um novo ano a promessa de ser melhor, seja hoje a realidade. Cristo nos convida a viver uma vida abundante agora e já.

“Um ano só é novo se novo for o homem” — Marcos Almeida



LEONARDO CARVALHO é blogueiro e autor do Reformando Conceitos. Esposo da Cláudia (com quem escreve no e a gente se encontrou), pai da Tábata. Também é colaborador do Blog Apologetas. É músico e compositor. Formado em Teologia Ministerial no Seminário Vida Nova, cursa o bacharelado na FBMG. É membro da PIB Nova York em Belo Horizonte (MG).
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