Janaúba, 5 de Outubro de 2017

sexta-feira, 6 de outubro de 2017


Como é fácil tornar uma atitude nobre tão desprezível. Como é fácil perverter a solidariedade em oportunismo. Aprendi com um amigo que não fazemos teologia com a dor dos outros. Hoje eu estendo esse princípio. Não podemos fazer marketing institucional com a dor dos outros.
A tragédia em Janaúba tem mobilizado tanto instituições, quanto marqueteiros que querem transformar a tragédia das famílias em propaganda eclesiástica. Nesses momentos, me pergunto desolado: Onde estão as obras de justiça puras, altruístas e espontâneas? Onde estão os homens de boa vontade e vazios de más intenções? Onde estão?
Mas existem questões mais inquietantes do que essas. O que esses homens têm a ver com a fé do mestre que se esquivava da publicidade? O que esses homens e seus atos tem a ver com a essência do evangelho de Cristo? Nada! Absolutamente nada. 
Que esses pequeninos que tão cedo conheceram o pior do ser humano sejam encontrados por um Deus pai que toma no colo, que afaga e tranquiliza. Que haja paz em seus corações e que experimentem cura não só no físico, mas em suas almas e corações.
Que nossos corações e orações estejam com cada família que chora a perda de seus pequeninos, com cada pai e mãe que não tem onde encontrar resposta diante de tamanho caos. Que nossa compaixão se estenda a cada família que nessa noite não encontrará refúgio em suas casas, pois peregrinam hospitais em Janaúba, Montes claros e Belo Horizonte. Que Deus os conforte, que nossas nossas mentes atarefadas não esqueçam e nossas orações não cessem. 



LEONARDO CARVALHO é blogueiro e autor do Reformando Conceitos. Esposo da Cláudia (com quem escreve no e a gente se encontrou), pai da Tábata. Também é colaborador do Blog Apologetas. É músico e compositor. Formado em Teologia Ministerial no Seminário Vida Nova, cursa o bacharelado na FBMG. É membro da PIB Nova York em Belo Horizonte (MG).

Uma roupa que não nos cabe mais!

quarta-feira, 23 de agosto de 2017


O que vivemos ficou para trás. Nossas tragédias e fracassos foram enterrados. O que Cristo fez, mudou para sempre nossa história. O que era dor se tornou alegria. O que para nós era fim, se tornou começo depois da doce voz de um Deus de esperança.

Porém, nossa estrutura humana nos prega peças, tenta nos iludir de que lá atrás, ficaram coisas boas, coisas desejáveis. Nossa luta começa quando o velho homem tenta se reerguer em nós. Uma batalha constante nos é imposta.

Como uma roupa velha, lá no fundo do guarda roupa, apertada, que já não nos cabe, assim é nosso passado. Não há glória no que vivemos. Fomos fúteis, dominados pelo ego e amantes de nós mesmos. O que vivemos não é saudoso, é a vergonha de um homem levado de um lado a outro por sua vã vontade.

O que Cristo nos fez, transformou nossa maneira de enxergar e perceber o que nos cerca. Transformou nossa maneira de viver e pensar, nossa maneira de pensar e viver. Não podemos regredir para uma mentalidade reprovável, a impulsos de loucura onde estamos novamente no controle. Ele é tudo em nós e nós estamos n’Ele. Vivemos n’Ele, por Ele e para Ele. O passado já não nos serve. Nossos melhores dias não ficaram no passado, eles estão diante de nós.

"Há coisas muito, muito melhores à frente do que qualquer uma das que deixamos para trás". C. S. Lewis



LEONARDO CARVALHO é blogueiro e autor do Reformando Conceitos. Esposo da Cláudia (com quem escreve no e a gente se encontrou), pai da Tábata. Também é colaborador do Blog Apologetas. É músico e compositor. Formado em Teologia Ministerial no Seminário Vida Nova, cursa o bacharelado na FBMG. É membro da PIB Nova York em Belo Horizonte (MG).

Tempo de voltar

segunda-feira, 21 de agosto de 2017


O mundo em que vivemos está em constantes mudanças. Tudo o que nos cerca precisa ser percebido por uma ótica crítica. Uma ótica na qual não somos meros consumidores do que está sendo oferecido, mas pessoas que julgam com consciência e ética o que é coerente.

A política que nos enclausurava em uma dualidade sem sentido está prestes a mudar. Os conceitos pluralistas que já arrasaram os que por ele se diziam beneficiados, agora perde espaço para uma leva de ateísmo. Nosso tempo pós-moderno passou e vivemos no hipermodernismo, fenômeno de nossa sociedade atual. Tudo o que ouvimos como rumores, já se foi como folhas secas ao vento. Tudo o que pensamos estar tão sólido e concreto, se dissolveu e virou poeira embaixo de nossos pés.

Para os que negociaram seus valores atrás do vento impiedoso, que dizimou a esperança de muitos, ainda há tempo de refazer o caminho um dia esquecido. Ainda há tempo para escolher viver, escolher amar. Nada é mais desumano do que não reconhecer nossa humanidade, nossa debilidade diante do infinito. Nada é mais contrastante do que o amor de Deus a nós revelado, que nos encontra com graça e misericórdia e nos acolhe.

Assim como Pedro, que diante da sua incapacidade reconheceu isso, precisamos nos voltar e dizer:
"Senhor, para onde iríamos? Só o Senhor tem as palavras de vida verdadeira, de vida eterna". João 6:68—A Mensagem



LEONARDO CARVALHO é blogueiro e autor do Reformando Conceitos. Esposo da Cláudia (com quem escreve no e a gente se encontrou), pai da Tábata. Também é colaborador do Blog Apologetas. É músico e compositor. Formado em Teologia Ministerial no Seminário Vida Nova, cursa o bacharelado na FBMG. É membro da PIB Nova York em Belo Horizonte (MG).

ASSIM COMO DEUS ME FEZ, TAMBÉM FAÇO A TI

quinta-feira, 17 de agosto de 2017


Se quisermos que o nosso mundo seja curado, já não nos podemos apoiar na lógica de "assim como tu me fizeste, também eu te faço a ti". Devemos aprender a lógica de "assim como Deus me fez, também eu te faço a ti" - o caminho do perdão e da reconciliação. [Tomás Halik, em "A Noite do Confessor"]

O preceito mais radical de Jesus é talvez: "Sede misericordiosos como também o vosso Pai é misericordioso" (Lucas 6, 36).

Jesus descreve a misericórdia de Deus não só para me mostrar o que Deus sente por mim, ou para me perdoar os pecados e oferecer-me uma vida nova e muita felicidade, mas para me convidar a ser como Deus, a ser tão misericordioso para com os outros como Ele é para comigo. Se o único sentido da história fosse: toda a gente peca, mas Deus perdoa, muito facilmente começaria a pensar nos meus pecados como sendo uma bela ocasião para Deus me dar o seu perdão. Vistas assim as coisas, nem sequer haveria lugar para um autêntico desafio. Resignar-me-ia a ser fraco e ficaria à espera de que Deus acabasse por fechar os olhos aos meus pecados e me deixasse entrar em casa, fosse o que fosse que tivesse feito. Tal mensagem, porém, tão sentimental e romântica, não é a mensagem do Evangelho.

Se Deus perdoa aos pecadores, então aqueles que têm fé deveriam fazer o mesmo. Se Deus recebe os pecadores em casa, então aqueles que confiam em Deus também deveriam fazê-lo. Se Deus é misericordioso, então os que amam a Deus deveriam ser misericordiosos. O Deus que Jesus anuncia e em nome de quem atua, é o Deus da misericórdia, o Deus que se propõe como exemplo e modelo do comportamento humano."


Henri Nouwen, em "O Regresso do Filho Pródigo"

A vida é Trem Bala parceiro!

sexta-feira, 4 de agosto de 2017


“A vida é Trem Bala parceiro!” já disse Ana Vilela. E pegando um gancho na sua música precisamos falar.

Não é sobre o que curtimos ou compartilhamos, mas sobre o tempo que perdemos vivendo vidas que não nos pertencem. A linha entre a realidade e o “Fake” é tensa, é preciso aprender a viver. É sobre sermos quem somos de verdade, sobre a fé que aceitamos, é sobre viver guiados por valores e princípios apontados por Jesus. Senão, apenas iremos sobreviver.

Não é sobre o que fazemos ou deixamos de fazer, mas sobre o quanto amamos. “A vida é Trem Bala parceiro!”. É pouco tempo demais para vivermos indiferentes, sem interesse, sem darmos atenção, sem cuidarmos e sem levarmos em consideração. Em contrapartida, é tempo demais para vivermos odiando, sentindo repulsa e antipatia intensa, raiva ou remoendo injúrias sofridas. É tempo demais, tempo perdido que não volta mais. 

A verdade, é que é sobre perdão, graça e misericórdia. É sobre um amor que não temos condições de compreender, muito menos retribuir. Precisamos mesmo é aceitar sermos amados. Mas também, é sobre como vivemos sabendo sobre essa nossa identidade diante do Deus que nos ama. É sobre conhecê-lo, sobre conviver com Ele, sobre buscá-lo. É sobre darmos crédito ao que Ele nos diz. É sobre andar tão perto, de modo que nossas atitudes sejam as d’Ele, que nossas palavras aproximem, não distanciem. É sobre como vivemos quando nos encontramos com Ele de verdade, lá no íntimo.

Porque “a vida é Trem Bala, parceiro!” já disse a Ana Vilela, “e a gente é só passageiro prestes a partir!"



LEONARDO CARVALHO é blogueiro e autor do Reformando Conceitos. Esposo da Cláudia (com quem escreve no e a gente se encontrou), pai da Tábata. Também é colaborador do Blog Apologetas. É músico e compositor. Formado em Teologia Ministerial no Seminário Vida Nova, cursa o bacharelado na FBMG. É membro da PIB Nova York em Belo Horizonte (MG).

Como podemos ter Comunidades de Fé relevantes?

sexta-feira, 14 de julho de 2017


Você já se perguntou como sua igreja pode ser bem mais que uma instituição religiosa em seu bairro? Já se perguntou como ela pode ser uma Comunidade de Fé relevante? Deus tem coisas maravilhosas para fazer em nossa igreja, quando decidimos aceitar um desafio simples. O de Ser!

Nossas comunidades precisam ter encontros vivos e dinâmicos, onde laços sejam estabelecidos e a comunhão se aprofunde e floresça. Nossas igrejas precisam se comprometer com a oração, com o compartilhar e com as necessidades de nossos irmãos. E estas precisam ser vistas com compaixão e misericórdia. Precisamos estar abertos para receber pessoas que anseiam ser ouvidas, que anseiam por uma palavra que as encontrem em suas necessidades. Nossas Escolas Bíblicas tem que ser marcantes. Bem mais que informação, precisamos gerar processos de formação. Os valores e princípios do reino precisam nos nortear e nos ensinar a viver uma vida que faça sentido.

Em nossas Comunidades, não pode haver mais espaço para a “crítica por crítica”. Não podemos mais nos matar em “Guerras Civis”. Temos que viver em paz com nossos irmãos. Como igreja, temos que interromper processos destrutivos em nossas Comunidades. Existem muitas pessoas que se afastaram e se decepcionaram com a Igreja. Irmãos preciosos que fizeram parte da Comunidade, que marcaram a história de muitos irmãos com seu amor e serviço. A esses, se deve amor. Perdão e graça precisa ser mais que uma canção cantada em nossos cultos, precisa ser uma marca em nossas Comunidades. Como igreja, precisamos derrubar muros de divisão que ainda insistem em permanecer erguidos entre nós. Cristo nos fez um em seu amor, e é o que devemos um ao outro. Ele nos aproximou por sua cruz. Não temos o direito de omitir o amor e o serviço ao nosso próximo. Nossas comunidades precisam ser um local de encontros e reencontros com Cristo e com nossos irmãos.

Esse é o compromisso que precisa ser firmado uns com os outros. Ombro a ombro nos posicionando, nas brechas, nos colocando. Como igreja, somos responsáveis uns pelos outros. Deus nos deu a graça de vivermos em Comunidade. Em comunidade, compartilhamos da mesma estrutura e carecemos da mesma graça. Ele quer nos transformar para sua glória, Ele quer nos formar discípulos comprometidos. Nossas comunidades precisam apontar em nosso bairro os sinais do reino, visíveis a todos, estendidos a todos. Novas cores precisam se misturar com a luz do Senhor. Nos ritmos de sua graça, temos que derrubar velhas fachadas, nossas igrejas precisam ser repintadas. Isso precisa nos trazer esperança, nos motivar a caminhar. Se assim for, nossas igrejas serão esperança, nossas comunidades serão lugares de testemunhos do amor de Deus. Esse é o desafio de Ser.



LEONARDO CARVALHO é blogueiro e autor do Reformando Conceitos. Esposo da Cláudia (com quem escreve no e a gente se encontrou), pai da Tábata. Também é colaborador do Blog Apologetas. É músico e compositor. Formado em Teologia Ministerial no Seminário Vida Nova, cursa o bacharelado na FBMG. É membro da PIB Nova York em Belo Horizonte (MG).
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