TALMIDIM 2014 - Torah #9

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014


"Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir.
Digo-lhes a verdade: Enquanto existirem céus e terra, de forma alguma desaparecerá da Lei a menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra.
Todo aquele que desobedecer a um desses mandamentos, ainda que dos menores, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será chamado menor no Reino dos céus; mas todo aquele que praticar e ensinar estes mandamentos será chamado grande no Reino dos céus.
Pois eu lhes digo que se a justiça de vocês não for muito superior à dos fariseus e mestres da lei, de modo nenhum entrarão no Reino dos céus".

Mateus 5:17-20

TALMIDIM 2014 - Ashréi #8


Vendo as multidões, Jesus subiu ao monte e se assentou. Seus discípulos aproximaram-se dele, e ele começou a ensiná-los, dizendo:
Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos céus.
Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados.
Bem-aventurados os humildes, pois eles receberão a terra por herança.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos.
Bem-aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus.
Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, pois deles é o Reino dos céus. 

Mateus 5:1-10

TALMIDIM 2014 - (Re)Nascer #7


Havia um fariseu chamado Nicodemos, uma autoridade entre os judeus.

Ele veio a Jesus, à noite, e disse: "Mestre, sabemos que ensinas da parte de Deus, pois ninguém pode realizar os sinais miraculosos que estás fazendo, se Deus não estiver com ele".
Em resposta, Jesus declarou: "Digo-lhe a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo".
Perguntou Nicodemos: "Como alguém pode nascer, sendo velho? É claro que não pode entrar pela segunda vez no ventre de sua mãe e renascer! "
Respondeu Jesus: "Digo-lhe a verdade: Ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não nascer da água e do Espírito.
O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito.
Não se surpreenda pelo fato de eu ter dito: É necessário que vocês nasçam de novo.
O vento sopra onde quer. Você o escuta, mas não pode dizer de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todos os nascidos do Espírito".

João 3:1-8

Contra a idolatria da ganância

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014


A pregação e o ensino generalizado do “evangelho da prosperidade” em todo o mundo levantam sérias preocupações. Definimos o evangelho da prosperidade como o ensino de que os crentes têm direito às bênçãos da saúde e da riqueza e que podem obter essas bênçãos por meio de confissões positivas de fé e da “semeadura”, através de doações financeiras e materiais. O ensino da prosperidade é um fenômeno que atravessa muitas denominações em todos os continentes.

Nós ratificamos a graça e o poder milagroso de Deus e congratulamo-nos com o crescimento das igrejas e dos ministérios que levam pessoas a exercer a fé expectante no Deus vivo e no seu poder sobrenatural. Nós cremos no poder do Espírito Santo. No entanto, negamos que o poder milagroso de Deus possa ser tratado como uma técnica automática ou à disposição de humanos, ou ainda, manipulada por palavras, ações, dons, objetos ou rituais humanos.

Nós afirmamos que existe uma perspectiva bíblica da prosperidade humana e que a Bíblia inclui o bem estar material (tanto saúde como riqueza) em seu ensinamento sobre a benção de Deus. No entanto, consideramos como contrário à Bíblia o ensinamento de que o bem estar espiritual possa ser medido em termos de bem estar material, ou que a riqueza seja sempre um sinal da benção de Deus. A Bíblia mostra que a riqueza muitas vezes pode ser obtida através da opressão, do engano ou da corrupção. Negamos também que a pobreza, a doença ou a morte física sejam sempre sinais da maldição de Deus, ou evidência de falta de fé, ou o resultado de maldição humana, já que a Bíblia rejeita tais explicações simplistas.

Nós admitimos que seja bom exaltar o poder e a vitória de Deus. Mas cremos que os ensinamentos de muitos que promovem energicamente o evangelho da prosperidade distorcem seriamente a Bíblia; que suas práticas e seu estilo de vida geralmente são antiéticos e não semelhantes a Cristo; que eles costumam substituir o evangelismo genuíno pela busca de milagres, e substituem o chamado ao arrependimento pelo chamado para a contribuição financeira destinada à organização do pastor. Lamentamos que o impacto de seu ensino em muitas Igrejas seja pastoralmente prejudicial e espiritualmente doentio. É com alegria e firmeza que ratificamos toda iniciativa em nome de Cristo que busque trazer cura ao doente ou livramento duradouro da pobreza e do sofrimento. O evangelho da prosperidade não oferece nenhuma solução duradoura para a pobreza e pode desviar as pessoas da verdadeira mensagem e do verdadeiro caminho para a salvação eterna. Por essas razões, usando de sensatez, ele pode ser descrito como um evangelho falso. Por isso rejeitamos o excesso de ensino sobre prosperidade por ser incompatível com o cristianismo bíblico equilibrado.

a) Com insistência encorajamos os líderes da igreja e de missões presentes em contextos onde o evangelho da prosperidade seja popular, a compará-lo com atenção e cuidado ao ensino e exemplo de Jesus Cristo. Particularmente, todos nós precisamos interpretar e ensinar, segundo seu contexto e harmonia, os textos bíblicos comumente usados para sustentar o evangelho da prosperidade. Onde houver o ensino da prosperidade no contexto de pobreza, devemos nos opor a ele, com compaixão autêntica e ação que traga justiça e transformação duradoura para o pobre. Acima de tudo, devemos substituir o interesse próprio e a ganância pelo ensinamento bíblico a respeito do sacrifício próprio e da doação generosa, como as marcas do verdadeiro discipulado de Cristo. Nós ratificamos o apelo histórico de Lausanne por estilos de vida mais simples. 


Aliança Evangélica Brasileira - Trecho retirado do documento O Compromisso da Cidade do Cabo (2010).

Perspectivas de esperança

por Leonardo Carvalho

Em meio a tantas expectativas frustradas, quanto ao ensino e a juventude de hoje, me pego em uma onda crescente de esperança. Esta vem de uma constante busca pela verdade das escrituras, que tem tomado conta de muitos jovens que se cansaram de ouvir e querem interagir, que querem falar.
A ideia ultrapassada da incompatibilidade entre a fé e a razão, já não ocupa mais as cadeiras de nossas escolas bíblicas. O pensar inundou a mente da nossa juventude. Nossas aulas não são mais reprodução de métodos antiquados e sem vida, antes, de debates carregados do imaginário, de perspectivas se tornando certezas e encontrando guarida nas escrituras. Inundou a cabeça de uma juventude que quer ver o mundo de maneira diferente da que enxergam. Jovens que buscam uma cosmovisão cristã e não negociam mais isso.
Nada mais estimulante do que ver a juventude buscando reler nossas doutrinas básicas, âncoras de nossa fé, que nos conduzem ao caminho de uma vida cristã autêntica, que faz realmente sentido.
Essa leitura da qual faço dos fatos que me cercam, talvez não seja a sua. Mas eu a faço porque, antes de tudo, seus líderes são assim. Ávidos pelo conhecimento e cheios de uma alma de prática. Que levam sua juventude a uma compreensão do que é relevante. Que implantam o evangelho todo para a formação de uma juventude sólida e convicta.
Só podemos ter uma juventude que anseia e busca a verdade das escrituras, se seus líderes forem insaciáveis por Deus, apaixonados pelo ensino e comprometidos com a mudança de mente de seus rebanhos. Mas, que antes de tudo, amem seus liderados. 
Utopia? Não creio. Eu tenho visto e testemunhado, mas antes de tudo, buscado também isso.



Dedico esta simples reflexão ao Pr. Ismael Aredes. Um cara que é referência e com poucas palavras, e com um testemunho enorme me mostra dia a dia que há esperança para nossa juventude. 

Calvinistas Sarcásticos

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014



Eu sou bem novo na tradição reformada e ainda estou juntando todas as peças, especialmente quando se trata das questões espinhosas da eleição e da soberania. De certa maneira, sou um calvinista relutante; ainda prefiro palavras como “mais ou menos reformado” para descrever a mim mesmo; porque me identifico sim com a tradição em geral, mas também por causa da lentidão com que tenho sido atraído. Sendo assim, ainda me lembro de como é achar o calvinismo e os calvinistas completamente irritantes. Havia diferentes razões para essa desconfiança.

Três Homens em Conflito
Primeiro, havia as razões tolas como orgulho pessoal e ignorância. É triste dizer que quando se tratava de calvinismo, eu pensava que sabia exatamente do que estava falando e o que estava rejeitando, sem de fato estar familiarizado com a tradição. Houve um tempo em que eu era um anticalvinista instintivo que zombava toda vez que o reformador genebrês era sequer mencionado, tudo sem ter aberto uma página das Institutas. Ah, a ironia.

Depois havia o que eu chamava de boas razões: objeções de boa-fé que repousavam em perguntas legítimas da filosofia, da doutrina de Deus e de sã exegese bíblica. Essas são razões com as quais eu ainda luto, razões pelas quais oro, razões que eu penso que podem sempre estar no fundo da minha mente. O que você faz com toda a linguagem bíblica sugerindo escolha legítima? O que significa “amor” se é uma conclusão pré-existente? Ou como Deus pode ser verdadeiramente todo-benevolente se seu amor salvífico é exclusivo para os “eleitos”? E como é justo que alguém nascido em pecado, sem esperança de se voltar para Deus por si mesmo, seja condenado por uma escolha que nunca foi, de fato, dada a ele? Então o Deus que “ordena todas as coisas” é o autor do mal?

Claro, eu sei que há objeções em conceber essas perguntas dessa maneira (objeções que agora compartilho). Mas ainda são boas perguntas à primeira vista que outros cristãos que leem a Bíblia, amam a Jesus e odeiam o pecado lutam para entender — e frequentemente as respondem diferentemente por razões sãs, piedosas e inteligentes. O fato é que muito da teologia reformada é contra intuitivo e difícil de abraçar de primeira, especialmente para aqueles de nós que foram criados no ocidente moderno.

Alguns de vocês podem estar se perguntando: “Por que se dar ao trabalho de falar disso? Isso é óbvio. Quem questionaria isso?” Sejamos honestos: muitos calvinistas não admitem essa dificuldade, e isso vem da maneira condescendente, agressiva, desagradável e que em nada ajuda que eles discutem teologia com pessoas de quem discordam. Você sabe do que estou falando. Você os encontra nos estudos bíblicos, seções de comentários de blogs, igrejas reformadas insulares que ninguém visita; o arquetípico novato que apresenta repetições remendadas de doutrinas reformadas, como se elas fossem as mais óbvias verdades de Deus que apenas um tolo perversamente obstinado não perceberia; o especialista irritadiço que acrescenta condescendência e sarcasmo somente o suficiente para contradizer toda a sua fala a respeito da graça. (“Apenas assista este sermão em Romanos 9 e você vai me agradecer por te mostrar o quão burro você é”).

Essa foi minha razão final para me irritar com o calvinismo: calvinistas realmente arrogantes, cabeças-duras, (frequentemente jovens) sabe-tudo e sarcásticos. Quem quer ser plantado em um solo que produz tais frutos? A longo prazo, essa não é a melhor razão para rejeitar uma doutrina, assim como outra versão da comum objeção ateísta: “Se o cristianismo fosse verdade, então os cristãos deveriam ser ótimos, mas todos os cristãos que eu conheço são uns babacas, então o cristianismo deve ser falso” (vide C.S. Lewis em Cristianismo Puro e Simples). Ainda assim, ainda há algo a considerar dada a declaração do próprio Cristo de que as pessoas são conhecidas por seus frutos.

Um Apelo à Útil Humildade

Estou fazendo um apelo retórico aos meus irmãos e irmãs reformados por paciência (ou uma “útil humildade”) para com aqueles que não abraçam os distintivos da teologia reformada, o calvinismo, e àqueles de nós para com aqueles que abraçam.

Como eu disse, eu abracei muito lentamente a tradição reformada. Levou anos de leitura de diferentes textos, trabalhando questões pesadas de metafísica, pensando profundamente através das implicações da distinção entre Criador e criatura, e chegando a apreciar a tradição reformada além de sua soteriologia. Eu fui trazido à sua mais rica tradição de espiritualidade através de uma apreciação de sua ênfase em uma constelação de doutrinas bíblicas como a revelação, a união com Cristo, a providência, a expiação e a Ceia do Senhor, que formam o contexto apropriado para seu ensino sobre a eleição.

Contudo, esse processo não aconteceu em um vácuo. Dois amigos pacientes incorporaram a útil humildade para comigo conforme eu passava pelas questões. Eles eram prontos a celebrar as verdades as quais compartilhávamos. Eles argumentavam graciosamente comigo nos momentos certos, mas nunca questionaram minha fé ou minha inteligência. Eles me apontavam bons recursos e eram dispostos a ler alguns que eu apontava a eles. Essencialmente, eles se preocupavam em ouvir e entender meus problemas conforme discutíamos. Mais do que isso, eles honestamente tentaram estender a livre graça que eles criam ter recebido de Deus sem nenhum mérito deles mesmos.

Por favor, não entenda este artigo como um chamado a abandonar a discussão teológica ou a clara pregação da verdade — mesmo dos pontos distintivos — ou a uma espécie de cristianismo molenga de menor denominador comum. É simplesmente um lembrete de que, sim, muitas dessas coisas são estranhas e contraintuitivas no início, então devemos ser compreensivos, especialmente se queremos ser ouvidos.

Deixe-me colocar da seguinte maneira: se você é realmente um calvinista e crê que você recebeu o conhecimento da verdade pela absoluta graça de Deus, que é o que ensina a visão reformada de conhecimento, então seja paciente com aqueles que não veem da mesma maneira. Deus foi (e continua sendo) paciente com você em alguma área também. Então pare de ser sarcástico e peça a Deus para torná-lo humilde o suficiente para ser útil para com aqueles ofendidos por (ou que lutam para entender) aquelas doutrinas que você agora preza.

Derek Rishmawy é o diretor do ministério de universitários e jovens adultos na Trinity United Presbyterian Church em Orange County, Califórnia, onde disputa jovens universitários para Cristo. Ele recebeu seu bacharelado em filosofia na Universidade da Califórnia, Irvine, e seu mestrado em estudos teológicos na Azusa Pacific University.
O blog do Derek é o Reformedish. Você pode segui-lo no Twitter.

TALMIDIM 2014 - Galiléia #6

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014



Depois que João foi preso, Jesus foi para a Galiléia, proclamando as boas novas de Deus.

"O tempo é chegado", dizia ele. "O Reino de Deus está próximo. Arrependam-se e creiam nas boas novas! "


Marcos 1:14-15

A Máquina do Tempo, o Apostolo Paulo e a sua visita a Mike Murdock

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014


Depois que ilustres personagens usaram a Máquina do Tempo chegou a vez de nada mais nada menos do que o Apóstolo Paulo viajar no tempo.

Pois bem, Paulo entrou na máquina e foi para os Estados Unidos.  Na terra do Tio Sam ele foi recebido por Mike Murdock que lhe disse:

- "Olá companheiro de ministério, chegamos praticamente juntos. Eu da  Europa e você de Jerusalém, que a prosperidade esteja sobre a sua vida nobre companheiro."

Paulo, não entendendo muito bem o que Murdock disse: replicou "Graça e paz!"

Murdock ao perceber que Paulo não lhe desejou mais bênçãos, respondeu dizendo: "Ora, caro apóstolo, faltou você ter me desejado prosperidade e riquezas, afinal de contas, eu tudo posso naquele que me fortalece."

Paulo, encafifado com o uso errado da expressão por ele cunhada disse: "Por que você disse isso? Eu quando escrevi essa expressão aos Filipenses não o fiz com esse propósito."

Murdock, demonstrando impaciência interrompeu Paulo dizendo: "Ooooo Paulo, você está ultrapassado meu velho. Alias, você não serve de modelo para a igreja não. Primeiro morreu pobre, segundo porque passou maus bocados na vida, isso tudo é claro, por não conhecer as doutrinas das sementes. Hoje, nobre apóstolo a coisa é diferente. Deus me deu uma revelação nova, capiche ou quer que eu desenhe?

Bom deixe-me ensiná-lo alguns os segredos da liderança de Jesus.

Em primeiro lugar  você precisa entender que a felicidade começa em sua mente. Seus pensamentos têm presença. São como ondas se propagando através do ar. São capazes de atrair as pessoas para você ou de afastá-las de você.  Jesus compreendia o apetite insaciável pelo desenvolvimento pessoal e pela excelência. E todos procuravam tocar nele, porque dele saía poder que curava todos. "Jesus tinha doze homens que administravam o Seu negócio. Um era tesoureiro .O dinheiro está na mente de Deus."

O Apóstolo aos gentios ao ouvir tanta baboseira perguntou a Murdock: "Mas pastor..." bastou, ouvir a palavra pastor que Murdock o interrompeu dizendo: "Pastor não, doutor."

Paulo demonstrando humildade desculpou-se com o profeta e lhe disse: "Mas, caro doutor, devemos estar contentes em toda e qualquer situação, não é verdade? Murdock indignado  com a audácia de Paulo replicou o apóstolo falando: Sua afirmação é extremamente repulsiva, mesmo porque eu não queria servir um Deus que permite com que as pessoas sejam pobres” E sabe de uma coisa? Preciso ir embora! Conversar consigo é muito desgastante. Estou atrasado para o aeroporto, pois hoje mesmo viajarei para o Brasil onde encontrarei quem me entende.

Quem? Perguntou Paulo.

Malafaia, o Grande.

Com lágrimas nos olhos,


Renato Vargens.






Renato Vargens é Pastor e conferencista. É plantador de Igrejas e escritor com 24 livros publicados. É também colunista e articulista de revistas, jornais e diversos sites protestantes. É pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói.
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